
Muitas vezes ficamos presos aos padrões estabelecidos pela sociedade e deixamos de fazer o que queremos pra não desapontar as pessoas. Você tem que casar antes dos 30 pra não ficar pra titia, tem que ter pelo menos dois filhos pra não mimar muito um só, tem que cuidar da casa, dos filhos e, se possível, ser uma cozinheira de mão cheia.
É possível mudar as atitudes de outras pessoas, simplesmente mudando a nós mesmos. Muitos paradigmas já foram quebrados. Mulheres atuam em profissões até então masculinas e, algumas vezes, sustentam o próprio lar. Já é possível ser mãe após os 40, fecundar embriões em laboratório e armazenar células-tronco do bebê para a cura de possíveis doenças.
Assim como a borboleta que passa por um ciclo, você deve fazer tudo ao seu tempo, aproveitando cada fase e respeitando seus limites. Na infância somos egocêntricos e birrentos. Por que não resgatar uma pequena parcela deste capricho que foi sendo abafado com os anos e se permitir?!
Comece com pequenas mudanças. Permitir-se é ser você mesmo, não o que os outros querem que você seja. A poucos dias, em uma reunião de trabalho, foi anunciado que o lema deste ano na empresa é OUSADIA. Li certa frase, de desconhecida autoria, que resume bem este tema: “Ousado é aquele que tem a coragem de expressar a própria luz, sem se esconder à sombra dos outros.”.
Admiro as mulheres casadas, mães de família, que se permitem continuar tendo uma identidade própria. Ousam dedicar algumas horas na semana para rever as amigas e cuidar do próprio corpo ou da mente. Quem sabe através de pequenas atitudes como essas, com as crianças crescendo acostumadas com doses de ousadia, a sociedade aprenderia a se impôr mais, a sugerir mudanças e cobrar o que lhes é de direito. Concordo com Arnaldo Jabor, “Tudo vai melhorar quando as pessoas de bem forem mais ousadas que as canalhas.”.